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Monday, November 22, 2010

Número de mulheres mortas por violência doméstica continua a aumentar

O ano ainda não terminou e já registo de 39 mulheres mortas por violência doméstica, mais dez que em 2009, de acordo com números avançados pela União de Mulheres Alternativa (UMAR).



Antecipando o Dia Internacional de Combate à Violência Doméstica, que é assinalado na próxima quinta-feira, a União de Mulheres Alternativa (UMAR) revelou que este ano já foram mortas 39 mulheres, mais dez do que no ano passado.

Em declarações à TSF, a presidente da UMAR, Maria José Magalhães, destacou a subida dos números e outra mudança: as vítimas são cada vez mais velhas.
«O Observatório contabilizou 39 vítimas de homicídio, temos ainda 37 vítimas de tentativa de homicídio. As idades destas mulheres são mais velhas do que no ano passado, estando no grupo dos 36 e os 50 anos no caso dos homicídios, e de 50 ou mais anos em relação às tentativas. No que se refere aos distritos temos um número muito grande em Setúbal e Lisboa, sendo os meses de Verão os com maior incidência destes crimes», revelou.

Maria José Magalhães lembrou ainda a proximidade entre as vítimas e os agressores, que são muitas vezes familiares e amigos, e cujo padrão demonstra muito ódio e raiva que pode ser fatal para a vítima.
«Há neste [tipo de] homicídio um crime de ódio contra o feminino, uma raiva e crueldade que mostram que é preciso tratar o crime de violência doméstica como um crime muito grave, porque de forma muito rápida [os agressores] passam de uma violência mais ligeira para um violência fatal», alertou a presidente da UMAR.
Os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas vão ser apresentados esta segunda-feira no Porto.

Sunday, July 8, 2007

Açores: Marcha contra a violência doméstica junta dezenas

Dezenas de pessoas participaram hoje num marcha contra a violência doméstica, na Ribeira Grande, iniciativa que pretendeu alertar para um problema social com «expressão significativa» naquele concelho da ilha de São Miguel.
A marcha partiu da Ribeirinha, terminando no centro da cidade da Ribeira Grande, com os participantes, alguns dos quais atletas, vestidos com camisolas azuis, ostentando o número da linha telefónica «SOS Mulher».
No local onde se iniciou a marcha foi montada uma banca onde as pessoas podiam depositar um donativo, a reverter para a UMAR - Gabinete SOS Mulher, para a «luta contra a violência de género».
Esta marcha surge enquadrada nas festas do concelho da Ribeira Grande, em parceria com a delegação da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) nos Açores.
Para o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, a iniciativa pretendeu «abordar na rua» o problema da violência doméstica, chamando a atenção das populações para juntar o desporto a determinadas causas.
«É um alerta» para a problemática da violência doméstica nos Açores, que tem «uma expressão significativa no concelho», disse Ricardo Silva, lembrando que em Abril, a Ribeira Grande passou a dispor de um gabinete «SOS Mulher» da delegação da UMAR nos Açores, na sequência de um protocolo de cooperação com a autarquia.
Sem especificar o número de casos, Ricardo Silva frisou que o problema tem «uma expressão significativa no concelho, sobretudo na área de Rabo de Peixe», tendo em conta números do Ministério Público e denúncias directas de mulheres nas esquadras da PSP.
Segundo disse, a Ribeira Grande, é dos concelhos, no contexto dos Açores, e tendo em conta a população, onde a situação da violência doméstica é uma realidade com que nos devemos preocupar.
A responsável pela UMAR nos Açores, Clarisse Canha, sublinhou a importância da marcha, iniciativa com «um objectivo claro de chamar a atenção para uma realidade muito forte na região e concelho da Ribeira Grande».
Clarisse Canha afirmou existir uma abertura maior para denunciar situações de violência doméstica, permitindo registar «um certo aumento» no número de queixas.
«Provavelmente pelo facto de as mulheres terem ganho maior consciência dos seus direitos e coragem, a par de um suporte institucional», afirmou aos jornalistas.
Clarisse Canha lembrou ainda que desde Abril o concelho da Ribeira Grande conta com um gabinete «SOS Mulher» para atendimento a vítimas de violência doméstica,
Esta estrutura presta apoio social, psicológico e jurídico e vai promover também acções de sensibilização sobre as temáticas de violência doméstica e igualdade de género no concelho da Ribeira Grande.
Actualmente, e segundo Clarisse Canha, o gabinete está funcionar uma vez por semana, mas é intenção da UMAR alargar a mais dias da semana o seu funcionamento.

Diário Digital / Lusa
08-07-2007 15:06:00

Dezenas de pessoas marcham contra a violência doméstica em São Miguel

Dezenas de pessoas participaram hoje num marcha contra a violência doméstica, na Ribeira Grande. A iniciativa pretendeu alertar para um problema social com "expressão significativa" naquele concelho da ilha de São Miguel.
A marcha partiu da Ribeirinha e terminou no centro da cidade da Ribeira Grande, com os participantes vestidos com camisolas azuis, ostentando o número da linha telefónica "SOS Mulher". No local onde se iniciou a marcha foi montada uma banca onde as pessoas podiam depositar um donativo, a reverter para a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) nos Açores, para a "luta contra a violência de género". Para o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, a iniciativa pretendeu "abordar na rua" o problema da violência doméstica, chamando a atenção das populações para juntar o desporto a determinadas causas. Sem especificar o número de casos, Ricardo Silva frisou que o problema tem "uma expressão significativa no concelho, sobretudo na área de Rabo de Peixe", tendo em conta números do Ministério Público e denúncias directas de mulheres nas esquadras da PSP. Desde Abril que o concelho da Ribeira Grande conta com um gabinete "SOS Mulher" para atendimento a vítimas de violência doméstica. Esta estrutura presta apoio social, psicológico e jurídico e vai promover também acções de sensibilização sobre as temáticas de violência doméstica e igualdade de género no concelho.